Reinventar o Brasil e o Movimento Estudantil

Neste blog os estudantes brasileiros conhecerão as ações de todos que acham que o Brasil pode ser mudado e que o Movimento estudantil é uma grande ferramenta para esta transformação. Movimento ” Vamos reinventar o Brasil e o Movimento Estudantil

 

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Diversas delegações de todo o Brasil já estão chegando ao DF para o 50º CONUNE. Jovens do Rio de Janeiro, Pará, São Paulo, Tocantis, Amazonas e muitos outros estados da Federação já estão transformando a Capital Federal numa verdadeira “Babel”demonstrando a pluralidade de sotaques e as diferentes faces da juventude brasileira todos embuídos de um mesmo objetivo, REINVENTAR O BRASIL E O MOVIMENTO ESTUDANTIL.
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domingo, 1 de julho de 2007

TESE NO 50º CONUNE:
 
“PRA REIVENTAR O BRASIL
E O MOVIMENTO ESTUDANTIL “

 

 
“Só nos resta a esperança de uma reversão radical, que devolva aos brasileiros a ousadia de tudo repensar para reinventar o Brasil que queremos.”
Darcy Ribeiro, Rio de Janeiro, 1994
Existia um tempo em que muitos aspiravam um mundo melhor, mais fraterno e digno. Entre discursos e escritos, muitos políticos e intelectuais se debruçavam em artigos e comícios.Todos eles procuravam, nas mais diferentes fórmulas e propostas, uma sociedade justa e condigna, onde as oportunidades fossem iguais para todos, jovens, idosos, crianças, homens e mulheres…
Nos grêmios estudantis, centros acadêmicos, sindicatos, associações de bairros ou numa mesinha de bar, muita gente se unia em torno de uma causa comum. Queriam felicidade. Respiravam a idéia de igualdade e de democracia.
Um por um, independente da sua idade, etnia ou qualquer outra identidade, achava possível construir um Brasil do povo e para o povo!
Um país que promovesse oportunidade a todos. Onde o filho do pobre pudesse ter a mesma oportunidade do filho do rico.
E dentre essa multidão, encontravam-se milhões de jovens sonhadores, carregados de ideais que não satisfeitos, queriam mais. Mais educação de qualidade! Mais saúde digna! Mais emprego e estabilidade!
No entanto, o golpe militar os calou… Amordaçou nossos jovens.
O sonho tornou-se algo anacrônico e ultrapassado aos novos “donos” do poder. Aliás, não era permitido sonhar! Sonhar significava “subverter”.
Aumentaram a concentração de renda e diminuíram as oportunidades para os jovens, principalmente daqueles que precisam, os jovens excluídos.
Os jovens desse período, com a sua voz sufocada, sequer tiveram tempo para sonhar por um mundo melhor. Para poder sonhar, era preciso falar. Aliás, falar já era o próprio sonho. No entanto, ele era sistematicamente tolhido.
Tiveram de mudar a sua agenda…Lutaram arduamente pelo direito de falar. A ponto de alguns pagarem com a própria vida nas trincheiras desta luta, a luta conta a ditadura…conseguiram e a democracia chegou.
Hora não só de falar, de se expressar. Mas também de sonhar e agir para fazer do sonho uma realidade.
Porém hoje já não temos mais o que sonhar. Ué…pensamos…pra que sonhar? Se já temos o direito de falar. Podemos não ter emprego, saúde e educação, mas temos TV e somos “bem informados”. Temos entretenimento, com o Jornal Nacional e o BBB… e Viva a liberdade!!!!!!!!!!!

Esta mesma “liberdade” vem anestesiando dia-a-dia, nos fazendo, na maioria das vezes, perder nosso idealismo e identidade. A juventude precisa repensar e lembrar daqueles jovens de ontem… e lutar como eles…lutar por um Brasil novo. Nem que para isso tenhamos que RECONSTRUIR a Pátria dos nossos sonhos. É possível, sim! Sonhar! Lutar pelo que é nosso ou por aquilo que tanto queremos! Melhor ainda: caminharmos juntos, lutando cada um de nós pelo futuro de todos!

Caminharmos no chão onde pisou a juventude aguerrida que sonhou e enfrentou os militares!

Caminharmos no chão onde Honestino Guimarães sonhou e conclamou os jovens à luta!

Caminharmos aqui na UNB onde Darcy Ribeiro sonhou e realizou uma universidade libertária!
Basta querermos e fazer do impossível algo a ser feito, na busca por um mundo mais justo, mais fraterno, mais solidário, mais igual!

No movimento estudantil, nas ruas, nas praças… Onde quiserem atender a sua vocação de luta e de amor ao Brasil e aos seus irmãos.

Como disse Paulo Freire, “a cabeça pensa a partir de onde os pés pisam!” Da cabeça, vem a bandeira que norteia a nossa voz. E é com ela que daremos nosso grito!

VAMOS REINVENTAR O BRASIL E O MOVIMENTO ESTUDANTIL!
QUEM QUER REINVENTAR?

Somos um conjunto de jovens estudantes, lutando pela defesa da Educação e pelo seu acesso aos milhões de excluídos no Brasil. Construímos o movimento no decorrer das discussões em torno da Reforma Universitária e do projeto de sociedade que queremos para o Brasil; nas salas de aula e corredores das faculdades de várias partes do nosso país. Nos debates feitos nos Centros e Diretórios Acadêmicos (CA’s e DA’s), além dos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCE’s), estimulamos as idéias que, mais tarde, se constituiriam no que apresentamos a você, estudante, consubstanciados nessa tese. Queremos, com a sua ajuda, construir um movimento que resgate a capacidade de atrair mais jovens para transformar o Brasil, longe da arrogância de determinadas “frentes” e “grupos” que se põem à frente como os “donos da verdade”.

CONJUNTURA INTERNACIONAL
REINVENTANDO AS FORMAS
PARA MUDAR O MUNDO…

Entre a falácia do combate ao terrorismo e a de integração entre os países desenvolvidos e os periféricos, nem sempre as práticas correspondem com a retórica de lideranças expressivas no cenário político mundial. A disputa de maiores espaços econômicos e do domínio de grandes recursos hídricos, minerais ou estratégicos move a política imperialista norte-americana e dos países aliados, afetando a soberania e o direito de autodeterminação dos países-alvo, principalmente pelas intervenções militares.

As repercussões políticas mundiais não deixariam de estar presente na América Latina. Após a influência do “sistema”, o crescimento pífio da economia desses países mostrara o quanto a linha econômica adotada não surtira efeitos que os beneficiassem. O povo latino-americano ficou cada vez mais pobre.

Em contraponto à linha neoliberal, os governos de perfil nacionalista alcançaram diversos países. Começaram a implementar uma agenda alternativa, privilegiando a justiça social e a integração econômica.

Como reação a isto, os EUA têm investido em ações que tentem sabotar a marcha progressista e democrática dos latino-americanos. Cooptando as elites regionais antinacionais, subsidiando financeira ou politicamente, além dos meios de comunicação, os EUA partem para a ofensiva, tentando reimplementar a linha neoliberal.

Pra reinventar o mundo, precisamos:

Prestar solidariedade a Cuba e aos cinco heróis cubanos presos injustamente;

Apoiar incondicionalmente a Revolução Bolivariana de Hugo Chávez;

Dar todo apoio à política externa independente, com destaque privilegiado aos países latino-americanos;

Ampliar o debate sobre o modelo de produção internacional de energia, na defesa do meio ambiente;

Dar solidariedade aos movimentos sociais de caráter internacionalista;

Defender o fim da intervenção no Haiti e a retirada das tropas do Exército Brasileiro;

Ser contra a política armamentista e os escudos antimísseis estadunidenses;

Defender o respeito aos Direitos Humanos e o fim da base de Guantânamo e do Paraguai;

Rechaçar a política imperialista americana;

Ser contra qualquer prática de xenofobia;

Defender a internacionalização do Aqueduto de Jerusalém;

Apoiar a proposta aprovada no Congresso de Meio Ambiente em Bangcoc, com investimentos de 3% do PIB global para o meio ambiente;

Consolidação do MERCOSUL e integração dos Povos da Latino-América;

Lutar pelo encerramento da construção do novo muro da vergonha, na fronteira dos EUA com o México e na Faixa de Gaza.

CONJUNTURA NACIONAL

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